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terça-feira, 3 de maio de 2011

SOBRADINHO CRESCEU MUITO EM RELAÇÃO AS OUTRAS CIDADES DO DF

Enquanto a população do DF aumentou 25% em uma década, censo do IBGE revela que o crescimento do número de moradores em Sobradinho foi de 63,1%.

A segunda cidade no ranking das que mais cresceram no Distrito Federal é Sobradinho.  A quantidade de moradores aumentou de 128.789 para 210.119, o que representa um acréscimo de 63,1% na população total. A primeira é Riacho Fundo com um crescimento de 73,3%.

Uma das principais causas desse crescimento foi a criação da cidade de Sobradinho II — que não existia formalmente na época da realização do censo de 2000. Aqui também, o fenômeno da grilagem e o surgimento de novos parcelamentos ilegais também contribuíram para o incremento da população.

Políticas públicas
Os dados do censo do IBGE são de grande importância para a elaboração de políticas públicas, mas, no caso do DF, um problema na delimitação das cidades atrapalha bastante a utilização dos dados. O DF tem hoje 30 regiões administrativas, mas apenas 19 fazem parte da lista do IBGE, cuja última atualização foi em 2003. Com isso, a população total do Lago Norte, por exemplo, não reflete a realidade, já que a comunidade do Varjão está incluída nos dados do bairro.

Em 2007, o governo mandou à Câmara Legislativa um projeto de lei para delimitar as poligonais das novas regiões. Hoje, estão fora dos dados do IBGE as cidades de Águas Claras, Itapoã, Jardim Botânico, Park Way, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento, Setor Complementar de Indústria e Abastecimento, Sobradinho II, Sudoeste e Octogonal, Varjão e Vicente Pires.

Delimitação é urgente
O diretor de Gestão de Informações da Codeplan, Júlio Miragaya, afirma que a delimitação das poligonais das regiões administrativas é uma medida urgente e essencial ao melhor planejamento da cidade. “Isso gera uma distorção muito grande dos dados. O total da população de São Sebastião divulgado pelo IBGE, por exemplo, inclui os moradores do Setor Jardim Botânico”, exemplifica Miragaya. Para ele, é preciso que essa delimitação dos limites de cada região seja feito com critérios técnicos. O projeto anteriormente enviado à Câmara, que acabou arquivado, fazia a separação geográfica entre as cidades, muitas vezes com o intuito de atender a interesses políticos.

“O projeto era ruim e estava desvirtuado. Ele incluía algumas áreas em determinada cidade apenas com interesse de valorizar as quadras, mas sem seguir critérios técnicos”, justifica. (HM) 

Fonte: correiobraziliense.com

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